A pirataria de software tem avançado no mundo, embora no Brasil esteja em queda. Dados da Business Software Alliance (BSA) indicam um crescimento global de 3% de 2000 para 2001 (37% para 40%). Na América Latina, o índice apresentou queda de 2%, assim como no Brasil, que passou de 58% a 56%. Mesmo com a baixa, ainda são números muito altos, diz a entidade.
No Brasil, a campanha "Produto Pirata - A vítima é sempre Você", lançada em março pela Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) estimulou o "bom combate". Em junho, um levantamento feita pela Abes e pela BSA mostrou que, em apenas três meses, foram computadas 70 ações cíveis e 91 policiais em 10 Estados brasileiros. Em dois meses, a campanha motivou mais de 600 denúncias. Apenas no Rio de Janeiro e em São Paulo foram apreendidos mais de 32 mil CDs de software pirata, e vistoriadas quase 30 empresas nos Estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal.
Na Internet, a guerra também não teve trégua. Associações como a Recording Industry Association of America (a Riaa, da indústria fonográfica) e a Motion Picture Association of América (MPAA, da indústria cinematográfica) , perseguiram sites que distribuem música e filmes por todo o mundo e, com a utilização de robôs espiões nas redes de troca de arquivos, foram atrás dos usuários, pressionando os provedores de acesso. Em junho, um usuário da rede Gnutella recebeu uma notificação dizendo que ele era um infrator e deveria parar de trocar arquivos ou seria expulso do provedor. As indústrias também têm utilizado das redes de troca para espalhar arquivos falsos de filmes e de músicas.
Em novembro, a polícia italiana prendeu um suposto integrante de uma quadrilha de piratas da Internet suspeita de negociar mais de 60 milhões de euros em softwares, músicas e filmes ilegais. Também foram apreendidos bens que incluíam hardware e mais de 100 mil softwares preparados para duplicação em CDs e DVDs. Além disso, as autoridades confiscaram 4 mil imagens pornográficas, filmes e videogames recentes e informações sobre duplicação de smart cards de televisão por assinatura, que eram vendidos por uma rede de sites.
Também em novembro, no Brasil, a Receita Federal, em parceria com entidades representantes das empresas de software, destruiu 550 mil CDs piratas de games para PlayStation e DreamCast. As mercadorias haviam sido apreendidas em maio de 2001 no porto de Paranaguá, no Paraná, e estavam avaliadas em US$ 15 milhões. Foi a maior destruição de softwares piratas já realizadas no País.