A 25ª edição da Bienal de São Paulo, que ocorreu de 23 de março a 2 de junho no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera, bateu o recorde de público que antes pertencia à edição realizada em 1994. A mostra teve um público estimado em cerca de 650 mil visitantes.
Pela primeira vez em cinqüenta anos, a Bienal resolveu deixar de lado os famosos núcleos históricos - responsáveis por trazer ao Brasil obras de Picasso, Munch, Bacon, entre outros - e apostou no que era o cerne da mostra: arte contemporânea. A temática deste ano para os artistas participantes foi a metrópole.
As obras do equatoriano Manuel Cholango, do porto-riquenho Charles Juhasz-Alvarado, da pernambucana Oriana Duarte, do carioca José Damasceno e da boliviana Raquel Schwartz chamaram a atenção do público, mas o grande destaque ficou por conta do fotógrafo americano Spencer Tunik. Mais de mil pessoas posaram nuas gratuitamente para o artista na fria mahã de 27 de abril em pleno Parque do Ibirapuera. Desse modo, Tunik encerrou a turnê Nude Adrift, que em oito meses passou pelos Estados Unidos, Europa e Buenos Aires.