Depois de se classificar na última rodada das eliminatórias para o Mundial 2002, a seleção brasileira chegou desacreditada à Coréia do Sul e ao Japão. A não convocação de Romário para disputar a Copa também trouxe mais dor de cabeça e críticas ao técnico Luiz Felipe Scolari.
No entanto, a campanha do Brasil na Copa foi impecável. Jogando em cima do talento do trio Ronaldo-Rivaldo-Ronaldinho, a seleção venceu todos os seus adversários - Turquia (duas vezes), China, Costa Rica, Bélgica, Inglaterra e Alemanha - e chegou ao inédito pentacampeonato.
O time que bateu a Alemanha por 2 a 0 na final em Yokohama era: Marcos, Lúcio, Edmilson, Roque Júnior, Cafu, Gilberto Silva, Kleberson, Ronaldinho, Roberto Carlos, Rivaldo e Ronaldo, autor dos dois gols. Ronaldo foi o artilheiro da competição, com oito gols no torneio.
A vez dos pequenos
A Copa do Mundo de futebol 2002 determinou uma nova geografia da bola. Não só pelas surpresas que foram a Turquia, em terceiro lugar, e principalmente a Coréia do Sul, em quarto.
O que mais impressionou foi o fato de que seleções fortes, e favoritas ao título, como Argentina, França, Itália, Portugal, Espanha e Inglaterra ficaram pelo meio do caminho. E muito longe da possibilidade de conseguir lutar pelo caneco.
Está certo que a final acabou sendo disputada por duas seleções que, até aquele momento, haviam participado de doze finais (seis da Alemanha e seis do Brasil). Os alemães com três títulos e três vices, enquanto os brasileiros figuravam com quatro conquistas e dois segundo lugares.
Mas nem mesmo isso pode apagar o fato de que novas seleções estão surgindo no cenário mundial. E não mais apenas para participar. Elas desejam e querem fazer parte do seleto grupo dos ganhadores. E a Copa de 2002 mostrou que isso está cada vez mais perto de acontecer.