Mais de 300 milhões de europeus se despediram de suas moedas nacionais com a chegada de 2002. No primeiro dia do novo ano, entrou em circulação, oficialmente, o euro, a moeda que une 12 estados-membros.
Bancos e caixas automáticos colocaram em circulação notas de euro. A introdução da moeda única européia foi avaliada como a maior transição monetária já realizada no mundo. Na maior parte dos países participantes da mudança, houve um período de transição com dupla circulação, ou seja, que permitiu o uso da moeda local e do euro. O tempo previsto para essa fase durou de quatro semanas a dois meses.
O fato mais destacado desta mudança histórica é a total indiferença que a mesma provocou entre os 300 milhões de europeus envolvidos. Uma vez superada a excitação da descoberta das novas cédulas e moedas, no início de janeiro passado, os europeus se adaptaram com uma rapidez surpreendente e sem muitos lamentos à nova forma de pagamento.
O único problema foi o aumento dos preços de certos produtos de consumo maciço por ocasião da conversão das tarifas, apesar do impacto inflacionário global não ter sido afetado, de acordo com as últimas estatísticas.
Em 15 de julho, aconteceu um fato que não era notado desde fevereiro do ano 2000: o euro atingiu a paridade com o dólar, depois de se beneficiar do mau desempenho das bolsas americanas e do aumento do déficit da balança de pagamentos correntes dos Estados Unidos. Além disso, as preocupações de mais escândalos empresariais, como os da WorldCom e da Xerox, antes da temporada de lucros norte-americanos do segundo trimestre, impulsionaram o salto do euro.