O sucesso no leilão de ações da Petrobras, em agosto de 2000, animou o governo, e 2002 foi o cenário de mais duas ofertas públicas para a venda da participação estatal em gigantes nacionais. Em março, teve início a operação que colocou no mercado 31,5% do capital votante da Vale do Rio Doce, líder internacional no setor de minério de ferro. Em novembro, o governo abriu as opções para compra de ações do Banco do Brasil, o maior do País. Nos três casos, trabalhadores foram autorizados a utilizar recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
A operação na Vale pode ser considerada um sucesso. A procura foi tão grande que o governo teve de limitar as aplicações, rateando as ações e oferecendo a pequenos e grandes investidores cotas menores que as solicitadas. Ao término dos seis meses de carência para venda dos papéis, as ações tinham valorização superior a 60%. No caso do Banco do Brasil, foram colocados à disposição dos investidores 17,8% das ações ordinárias do banco.