No dia 8 de novembro, a polícia de São Paulo revelou os detalhes do crime que assombrou São Paulo uma semana antes: o assassinato do casal Manfred Albert von Richthofen, 49, engenheiro, e Marísia von Richthofen, 50, psiquiatra. O desfecho não poderia ser mais surpreendente e espantoso: o crime foi planejado pela própria filha do casal, a estudante Suzane Louise von Richthofen, de 19 anos.
Ela foi detida depois que Cristian Daniel Cravinhos de Paula e Silva, 26, irmão de Daniel, 21, namorado de Suzane, confessou em depoimento à polícia de São Paulo a autoria dos assassinatos.
Os pais de Suzane foram mortos com golpes de barras de ferro no quarto da mansão onde moravam, no Brooklin, área nobre da capital paulista. O crime foi planejado por Suzane com pelo menos dois meses de antecedência. Em depoimento ao delegado Domingos Paulo Neto, a jovem afirmou que matou os pais por amor a Daniel. O casal seria contra o namoro da filha.
Suzane cuidou de detalhes para praticar a ação, como desligar alarmes, limpar a cena do crime, esconder provas, simular o roubo de R$ 8 mil, US$ 5 mil e 420 euros e retirar de casa o irmão Andreas, 15, na noite das mortes.
Apesar do planejamento do crime, houve contradições nos depoimentos prestados e erros por parte dos acusados, o que aumentou as suspeitas sobre o trio. Cristian, por exemplo, comprou uma moto importada com notas de US$ 100. Além disso, o dinheiro roubado foi encontrado na casa de Cristian, que mora com a avó, e na casa de Daniel, que mora com o pai.
Cristian e Daniel foram levados ao Centro de Detenção do Belém, na zona leste de São Paulo. Suzane está presa na penitenciária feminina do Carandiru. Todos aguardam julgamento. Conforme a advogada criminalista Dora Cavalcanti, Suzane teria direito à herança dos pais mesmo após o crime, se o irmão mais novo de Suzane permitisse. O irmão chegou a revê-la na reconstituição do crime e disse que a perdoa.