No dia 16 de fevereiro de 2002, o ex-senador Jader Barbalho foi preso em Belém do Pará, devido às irregularidades apontadas na extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). A Justiça Federal de Tocantins havia decretado a prisão temporária de Barbalho e outras dez pessoas, no dia anterior.
Mas, na noite do mesmo dia 16, o juiz do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, Fernando Tourinho Neto, concedeu habeas-corpus para o ex-presidente do Congresso. Após solto, Jader retornou para Belém, no Pará, reclamando. "Isso que aconteceu comigo foi uma politicagem".
O caso acabou se transformando em polêmica, quando o juiz que mandou prender Jader Barbalho, Alderico Rocha Santos ameaçou processar Tourinho Neto que teria dito que a atitude do juiz do Tocantins foi para agradar ao povo.
Diversos magistrados criticaram forma como Jader foi preso, entre eles o presidente do conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rubens Approbato Machado, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello. "Eu tive a impressão que estávamos vivendo a época do verdadeiro faroeste", disse o ministro, referindo-se a algemas utilizadas na ação. A Polícia Federal explicou que as algemas foram necessárias por medida de segurança. No entanto, pela lei o uso de algemas só é necessário em caso de ameaça à integridade física dos agentes.