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Ocupação militar marcou o ano no Oriente Médio |
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| Reuters |
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| Tropas de Israel tamaram as ruas de Nablus |
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O ano de 2002 não foi bom para a Terra Santa. Ele vai embora deixando um presságio negro para o futuro, depois do crescimento dos atentados contra alvos civis, a ocupação dos territórios palestinos pelo Exército de Israel e o adeus aos acordos de paz de Oslo de 1993, sepultados verbal e praticamente pelo primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon.
As já deterioradas relações entre israelenses e palestinos pioraram ainda mais quando uma série de atentados suicidas palestinos causou a morte de dezenas de israelenses. O ataque contra um hotel de Netanya, no dia 27 de março, com mais de 30 mortos, levou Sharon a lançar uma duríssima e decisiva campanha militar contra a Cisjordânia.
A operação "Muro de Defesa", que começou no dia 29 de março e se prolongou até maio, significou o fim do embrião do Estado Palestino depois da destruição física da maioria das infraestruturas da ANP. As cidades palestinas de Ramalá, Tulkarem, Belém, Jenin, Kalkilia e Nablus foram ocupadas militarmente e sua população severamente castigada com toques de recolher, destruição de casas, detenções em massa e ataques indiscriminados contra civis. Além disto a ação militar promoveu o confinamento de Yasser Arafat em seus escritórios de Ramalá durante todo 2002 e o cerco israelense à Basílica da Natividade de Belém, na qual 200 palestinos se refugiaram ante o avanço dos tanques israelenses.
A deterioração das conversações de paz chegou a tal ponto que todo o mundo árabe se envolveu na disputa. Foi cogitado inclusive um plano de paz saudita, que exigia a retirada de Israel para as fronteiras de 1967, o desmantelamento dos assentamentos judeus e a criação de um Estado Palestino, com capital em Jerusalém Leste, em troca do reconhecimento do mundo árabe do Estado judeu. Um plano que Sharon nunca considerou apesar da esquerda israelense o acusar de abortar todo esforço internacional para reconstruir os contatos com a ANP.
Por sua parte, as facções armadas palestinas, como Hamas e Jihad Islâmica, promoveram uma escalada sem precedentes dos letais atentados com homens-bomba contra objetivos civis israelenses. Com 440 mortos israelenses e mais de 1,2 mil palestinos no ano que termina, 2003 não se apresenta mais agradável ante a possibilidade de que os EUA ataquem o Iraque. Se isto acontecer Sharon já prometeu atuar "com mais firmeza contra o terrorismo".
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Redação Terra
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