Lidia Neves
São Paulo
O primeiro fato que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de a porta não ter sido arrombada. Suzane chegou a comentar com o irmão Andreas que tinha deixado a porta aberta, mas depois negou a informação.
Outros indícios mostravam que os assassinos conheciam muito bem a casa. A delegada Cíntia Tucunduva Gomes, da delegacia de homicídios C-Sul, afirmou que a faca usada para abrir o envelope onde estava o dinheiro roubado da biblioteca era do mesmo tipo que tinha na cozinha e o saco de lixo que estava na cabeça de Marísia era dos usados na residência. No quarto do casal, havia ainda toalhas molhadas no chão e uma jarra de água da cozinha que levantaram suspeitas.
A compra da moto Suzuki 1.100 cilindradas para Cristian, por um amigo dele, cerca de dez horas depois do crime também levantou suspeitas. Os US$ 3.600 foram pagos em dinheiro, à vista. O valor é parte dos US$ 5 mil que Suzane disse que foram roubados de sua casa. A Polícia apreendeu a moto antes de ser retirada da loja.
Depois que Cristian confessou ter participado do crime, investigadores foram à casa em que ele vive com sua avó, em Moema, e encontraram outros R$ 2 mil escondidos dentro de um aparelho de som e 420 euros dentro de uma raquete.
Na residência de Daniel e seu pai, no Campo Belo, foram encontrados hoje US$ 1.500 e R$ 700 dentro de um estabilizador, provas que confirmam a participação do rapaz no assassinato.
Dos R$ 8 mil, US$ 5 mil e 420 euros que Suzane disse que foram roubados de sua casa em seu primeiro depoimento, faltariam R$ 5 mil. Parte deste valor pode ter sido usada para a festa de Suzane, que fez aniversário no último domingo e afirmou que comemorou em um sítio, que pode ter sido alugado. Com as provas encontradas, a polícia considera que o caso já está resolvido.
Suzane era a única dos três fazia faculdade, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Daniel afirmou que praticava aeromodelismo e Cristian não tinha uma ocupação fixa.
Redação Terra